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quarta-feira, junho 27, 2012

Cérebro com o cão!
Desejos, suores e salivas...Fluídos alvoroçados de ardor de nossos corpos quando eles se encontrarem.
No meu pensamento eu já pequei. A minha alma está cheia de desejos e lembranças já consumadas, já reais, de tudo o que não aconteceu (e talvez nunca aconteça). Os pactos foram violados e as roupas foram arrancadas de seu corpo e jogadas pelo chão, enroscando-se nos meus caninos. Eu vi seu corpo contorcendo-se, suas unhas cravadas no lençol, sentindo calafrios, quando foi castigada com carícias infernais da minha língua profana.
E na presença de nossos corpos nus enroscados, eu revelei meus gênios ocultos. Aqueles que ficam camuflados, escondidos por trás dos meus óculos e da minha forma casual de me vestir. Um ser escondido dentro do pacato cidadão...O com o meu corpo trêmulo e sedento, louco de prazer orquestrei seu corpo para satisfazer-nos com coisas que eu nem sei expressar em sã consciência. Intenso, real e imoral.
E como os corpos já saciados, já maculados, já explorados, só nos sobraram às bocas entreabertas que denunciaram com um sorriso discreto de que foi muito bom, que queremos mais...
Malditos sejam meus pensamentos cruéis...Pensamento que tem gosto, sons, cheiros e que roubam meus sentidos com grande freqüência e facilidade nessas tardes de inverno em São Paulo.
Meu cérebro atormentado não quer aquietar-se...Ele quer fabricar cenas, palavras, gemidos guturais. Nas madrugadas, nos meus sonhos.

domingo, junho 24, 2012


Como uma gata, ela se espreguiça devagar, se move lentamente numa dança satisfeita...
É dia, o Sol entra pelas frestas da janela, a luz incomoda seus olhos, seu corpo experimenta a sensação de calor, que a sufoca, faz faltar o ar...é preciso respirar, voltar ao centro, colocar os pés bem fincados no chão e caminhar sem olhar para trás...o efeito é lento, inodoro e indolor...durma meu amor, durma...

I put on spell on you, baby!


quinta-feira, março 29, 2012

Como não sucumbir diante de tantas urgências?
Como conter o furor de uma vida a tanto tempo reprimida?
Como aprender a viver o agora sem se auto-destruir?

Eu desejei a liberdade mais que tudo e hoje, após minha confusão em vivê-la, acredito que finalmente começo a entender o que ela realmente significa, que até para ser livre é preciso ter limites...
Nessa busca, eu me machuquei, me arrisquei a perder, me boicotei inconscientemente, felizmente abri meus olhos a tempo de entender que minha almejada liberdade está ligada à realização dos meus sonhos e que abrir mão de certos desejos é necessário e saudável para chegar aos meus objetivos.
Precisei buscar no meu esconderijo mais profundo a energia que eu guardei tão bem que havia esquecido que estava lá, aos poucos deixo os " por ques " para trás e vivo minhas novas perguntas  " para que? " , " como ?", necessito seguir minha intuição, parar de seguir impulsos malucos que podem destruir meus planos.
Gosto de descrever minhas mudanças internas aqui, isso me ajuda a pensar, a relembrar do que faz bem e do que faz mal, hoje quero deixar registrado que passei a viver somente o agora, que olhar para trás só se for para mandar um beijo, que é preciso ficar com água na boca, o corpo rejuvenesce, a mente agradece, já me perdoei e consigo ver com clareza o que me deixa em paz, estou tentando seguir, por mim, pois como já dizia Renato " disciplina é liberdade "...







quarta-feira, março 21, 2012

Eu escolhi viver as minhas vontades, faço as minhas escolhas e sei muito bem que para ser quem sou tenho um preço a pagar, como todos nós, a diferença é que estou num patamar no qual já posso me dar ao luxo de pagar esse preço.
Levanto todos os dias, agradeço por respirar, pela minha vida, me olho no espelho e digo a mim mesma o quanto me amo, o quanto mereço tudo de bom, o quanto desejo minha felicidade e o quanto mereço ser feliz.
Não sou uma mulher fácil de lidar, muito menos agrado a todos, mas tenho aprendido a duras penas a me perdoar, a ter o direito de ter raiva, de ter orgulho, de não estar de bom humor todos os dias, de afastar quem não me acrescenta, de não me criticar e me julgar por nada, eu aceito os meus erros e por isso tenho conquistas.
Não adianta vir com críticas sobre quem sou, sobre meu cárater, não adianta dizer que o que faço é errado e não sou boa o suficiente, o julgamento é seu, a opinião é sua, quem está preso a idéias retrógadas é você.
Portanto, ao dizer algo sobre mim, olhe para você, mas olhe de verdade, sem medo...repare bem no que está errado, e por ter certeza tem algo errado. Sinto muito por sua infelicidade!
É isso.

terça-feira, janeiro 31, 2012

A rosa negra

Ele anda pela escuridão, escolheu assim, se apega num monstro e sofre as consequências, faz os seus sofrerem, terem medo, afasta o amor por opção, sua fraqueza não deixa ele seguir adiante, mesmo que tenha vontade.
Um dia ele quer ser feliz, no outro ele quer curtir mais uma noite, no outro ele quer morrer, sente-se só, talvez esteja mesmo, sozinho num mundo sombrio, livre para ir e vir, mas preso aos seus fantasmas, acorrentado com um escravo das trevas, precisa alimentar o que vou chamar aqui de " rosa negra ".
Seu mundo tem cheiro de álcool, as nuvens que vê são de fumaça preta, suas rosas negras ele carrega nas mãos, como um símbolo da sua tristeza.
Certo dia ela viu lampejos de luz em seus olhos, o viu querer escalar as paredes do poço fundo e seco onde ele mora, quis acreditar que ele conseguiria, viu suas mãos calejadas pelo esforço, viu sua alma sangrar por ter que escolher e ele escolheu...decidiu-se pelo torpor, optou por jogar fora a luz que lhe foi oferecida, a correr dos braços que lhe foram abertos...
Hoje vejo que ela sofre por sua dor, sofre por sua ausência, mas sei também que não quer pular do último andar com ele, afinal o livre arbítrio é um presente dado por Deus e Ele dá a todos sem exceção.
Que Deus abençõe os que vivem na escuridão, que um dia sejam capazes de estar entre flores de todas as cores.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

É bom saber que tenho essa casa, é meio que meu refúgio, as vezes não quero ser entendida, muito menos ouvir opiniões, aí eu venho aqui ser ouvinte de mim mesma, das minhas histórias, gosto do silêncio, preciso dele...
Eu chego, tomo um longo banho, me enfio num roupão fofinho, como se fosse um abraço meu em mim, tenho me perdoado, mostrado meus defeitos sem medo, hoje sei que eles fazem parte mas jamais serão minha imagem,não tinha idéia do quanto sentia falta do meu carinho, do quanto precisava de mim.
Ainda estou procurando o meio termo, pque conheço uma personalidade selvagem, sensual, despudorada, sempre querendo o novo, experimentar coisas, pessoas, comidas, lugares, sempre intensa, explorando até o fundo, tão fundo que se não se controlar pode ficar por lá mesmo, agarrada aos vícios, atormentada pelos demônios dos excessos, sem forças para escalar as paredes do abismo...por outro lado existe alguém serena, que se contenta com a companhia dos seus livros, seus filmes, seus pensamentos, alguém que dorme tranquila numa nuvem branca, que gosta do Sol e tem vontade de ter uma horta, que deseja morar na praia e fugir do barulho...existem duas,uma alimenta a outra, procuram viver em paz, mas tem gostos completamente diferentes...noite e dia, vermelho e azul, verão e outono, meninas e meninos, álcool e saladinhas, sexo e amor...existe uma disputa, o equílibrio virá no dia em que pararem de lutar, nessa história eu sou a expectadora, a juíza, estamos em fase de conciliação.