Como não sucumbir diante de tantas urgências?
Como conter o furor de uma vida a tanto tempo reprimida?
Como aprender a viver o agora sem se auto-destruir?
Eu desejei a liberdade mais que tudo e hoje, após minha confusão em vivê-la, acredito que finalmente começo a entender o que ela realmente significa, que até para ser livre é preciso ter limites...
Nessa busca, eu me machuquei, me arrisquei a perder, me boicotei inconscientemente, felizmente abri meus olhos a tempo de entender que minha almejada liberdade está ligada à realização dos meus sonhos e que abrir mão de certos desejos é necessário e saudável para chegar aos meus objetivos.
Precisei buscar no meu esconderijo mais profundo a energia que eu guardei tão bem que havia esquecido que estava lá, aos poucos deixo os " por ques " para trás e vivo minhas novas perguntas " para que? " , " como ?", necessito seguir minha intuição, parar de seguir impulsos malucos que podem destruir meus planos.
Gosto de descrever minhas mudanças internas aqui, isso me ajuda a pensar, a relembrar do que faz bem e do que faz mal, hoje quero deixar registrado que passei a viver somente o agora, que olhar para trás só se for para mandar um beijo, que é preciso ficar com água na boca, o corpo rejuvenesce, a mente agradece, já me perdoei e consigo ver com clareza o que me deixa em paz, estou tentando seguir, por mim, pois como já dizia Renato " disciplina é liberdade "...
Mamãe perguntou onde estava a menina que vivia entre frases e versos com seu caderno no colo...procurei e a encontrei no mesmo lugar.
quinta-feira, março 29, 2012
quarta-feira, março 21, 2012
Eu escolhi viver as minhas vontades, faço as minhas escolhas e sei muito bem que para ser quem sou tenho um preço a pagar, como todos nós, a diferença é que estou num patamar no qual já posso me dar ao luxo de pagar esse preço.
Levanto todos os dias, agradeço por respirar, pela minha vida, me olho no espelho e digo a mim mesma o quanto me amo, o quanto mereço tudo de bom, o quanto desejo minha felicidade e o quanto mereço ser feliz.
Não sou uma mulher fácil de lidar, muito menos agrado a todos, mas tenho aprendido a duras penas a me perdoar, a ter o direito de ter raiva, de ter orgulho, de não estar de bom humor todos os dias, de afastar quem não me acrescenta, de não me criticar e me julgar por nada, eu aceito os meus erros e por isso tenho conquistas.
Não adianta vir com críticas sobre quem sou, sobre meu cárater, não adianta dizer que o que faço é errado e não sou boa o suficiente, o julgamento é seu, a opinião é sua, quem está preso a idéias retrógadas é você.
Portanto, ao dizer algo sobre mim, olhe para você, mas olhe de verdade, sem medo...repare bem no que está errado, e por ter certeza tem algo errado. Sinto muito por sua infelicidade!
É isso.
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